
E um dia conheci "Ira"
Cara a cara...
Cansei. Cansei de esperar por tanto tempo, sabe eu digo e repito, mas ninguém nunca me ouve... Eu grito calado um grito da alma, insisto que as pessoas ouçam, mas eu nunca falo alto, é como um sussurro sabe, eu grito querendo que todos ouçam, mas ao mesmo tempo é simples e ingênuo, é um sussurro, é sutil e estridente ao mesmo tempo, ninguém percebe ninguém...
Eu acho; não eu tenho certeza, quero que cuidem de mim, já cansei de cuidar dos outros cansei mesmo é sempre o mesmo blá blá blá de sempre, ai que saco já chega, basta eu aqui me matando aos poucos ainda tendo de cuidar do suicídio de outros! A cansei, a partir de hoje decidi me suicidar sozinho, sem cuidar ou ajudar o suicídio de outros.
Sabe acho que cuidado dos sentimentos dos outros a gente acaba esquecendo os próprios e assim apaziguando o que nos corroi... Enfim.
Um dia todos vão cansar quem não cansa? Você também cansaria de cuidar do que não é seu, e é esse cansaço que nos mata aos poucos, ele é o veneno em doses homeopáticas, doses que você nem vê o quanto lhe mata, e você continua ali sem saber que esta ingerindo, respirando, sentindo tal veneno poderoso. Mas esse veneno se torna tão doce na boca de inocentes que me sinto como se estivesse embriagado, e é ai que está o verdadeiro perigo, a embriaguez, sim companheiros a embriaguez do encéfalo nos lábios inocentes, você vai caindo deixando te convencer e aos poucos não sente que tornou-se parte de tudo que lhe largaram nas mãos, ai está mais uma boa oportunidade para me jogar no abismo do suicídio, sim por que quem agüentaria sentir sentimentos alheios, corrosivos que acabam deixando você em cólicas neurais, sem saber o que fazer, ai só lhe resta o suicídio.
É então é isso que deixo antes da minha partida, minhas sinceras explanações sobre meu suicídio, para que venham ler e não digam “coitado matou-se por isso ou aquilo” agora sabem todos o motivo: Ajudar a solucionar problemas alheios, minha gente isso mata!
Diogo França...


Aos olhos da Lua
Sinto teu peito em minhas costas
Com socos de amor e luxuria afogando-me em prazer.
Sinto tua respiração ofegante em minha nuca.
E o bafo do pecado rodeia o quarto, com sabor de paixão.
Deixo correr o fluido de teu corpo em meu corpo gelado,
Transpirando sensações.
Tuas mãos percorrem minha face,
Teus dedos contornam minha boca
Teu corpo completa meu corpo
Com um toque te sinto dentro de mim.
Teu gosto doce me faz querer mais
Teu membro quente ferve em meu sabor
Saciando vã prazer.
Em tua presença meu corpo treme querendo mais e mais
Esperando pelo teu doce fluido que enlouquece minha mente insana.
Te quero meu doce pecado!



Em um beijo roubado viajo em ondas de loucura,
O sabor do pecado invade meu doce infinito e
Com o gosto do prazer me perco na tua lama.
Meu doce pecado! Atiro meu corpo no teu corpo.
Entrego meu coração para teu coração
Minha alma! Deixo dona da tua alma.
E em prantos entorpeço-me de teu corpo
Com o ópio da tua saliva me deleito em doce mel:
Tua presença.
E no calor dos teus lábios derreto o meu viver
Aquece tua loucura com meu sabor
Do teu sabor úmido.
Meu corpo se esvai em luxuria
Com a seiva da tua seiva que me sacia em prazer.
Tu és meu alimento.

Por que um vazio me consome?
Não há crime maior que o temor de si mesmo?
Estou em tão brancas nuvens, mas mesmo assim,
Vejo-me em tormentas.
Sofro sem ter a ferida aberta
Mas mesmo assim ela dói
Dói como que, me arrancasse a fúria do viver!
Corro do que mais temo
E temo correr tanto
De pés descalços ando em lamaçais
Desprotegido do ti, sujo-me
E a vingança do meu ser vive a me espreitar
E continuo de pés sujos. . . Esperando você
Diogo França.